Saul Loeb/AFP
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Ex-funcionários de Trump criam grupo jurídico contra ‘agenda radical de esquerda’ de Biden

Stephen Miller, poderoso ex-assistente da Casa Branca, Gene Hamilton, principal aliado de Miller no Departamento da Justiça e ex-chefe de gabinete de Trump e Mark Meadows vão dirigir a America First Legal Foundation

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2021 | 10h00

WASHINGTON - Ex-funcionários dos Estados Unidos que lideraram a ofensiva contra a imigração durante o governo do republicano Donald Trump anunciaram nesta quarta-feira, 7, um novo grupo de defesa jurídico destinado a atacar a agenda da "esquerda ativista radical", que supostamente impulsiona o atual presidente democrata Joe Biden.

Stephen Miller, o poderoso assistente da Casa Branca que liderou a política restritiva de Trump contra a imigração, Gene Hamilton, o principal aliado de Miller no Departamento da Justiça nesse momento, e o ex-chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, vão dirigir a America First Legal Foundation.

Eles descrevem o grupo como uma "nova organização conservadora sem fins lucrativos comprometida com defender os princípios dos Estados Unidos em primeiro lugar e combater a agenda radical e sem lei da esquerda".

"Por muito tempo, os americanos conservadores e tradicionalistas foram oprimidos, excluídos e manipulados por organizações jurídicas progressistas radicais", disse Miller em um comunicado.

"Sempre que a Administração Trump tentou implementar uma mudança positiva e jurídica que colocou os Estados Unidos em primeiro lugar, essas organizações extremistas apresentaram uma denúncia após a outra, buscando o fórum legal mais favorável. Agora devemos virar o jogo".

O grupo afirmou em seu site que planeja combater as políticas liberais desafiando-as nos tribunais e que cooperará com grupos com agendas parecidas, incluindo funcionários públicos conservadores.

Acrescentou também que não vai focar em apenas um assunto. Porém, sob o governo Trump, Miller e Hamilton lideraram sua polêmica agenda anti-imigração, que incluiu a proibição de entrada para pessoas de vários países de maioria muçulmana, a suspensão de admissão de refugiados e o cancelamento de planos para facilitar e oferecer cidadania aos imigrantes sem documentos, principalmente da América Central. /AFP

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