Ex-generais chilenos pedem anistia

Os generais e almirantes reformados do Chile pediram nesta segunda-feira que sejam encerrados os processos judiciais por conta dos desaparecimentos de dissidentes políticos durante a ditadura de Augusto Pinochet, e a aplicação de uma lei polêmica de anistia. Em comunicado à imprensa, os militares aposentados dizem que esperam uma solução justa e equânime para os problemas de direitos humanos surgidos a partir de setembro de 1973, quando o general Pinochet e outros altos oficiais derrubaram o presidente eleito, Salvador Allende. Os generais pedem que se acabe com a figura jurídica do ?seqüestro permanente?, que ?mantém abertos indefinidamente os processos? dos desaparecidos. Há pouco mais de uma década, os tribunais chilenos decidiram manter abertos os processos até que apareçam os restos mortais dos desaparecidos. Os ex-comandantes também reivindicam a aplicação de uma lei de anistia editada pelo regime de Pinochet, que contempla os delitos cometidos entre setembro de 1973 e março de 1978, no ápice da repressão. A declaração também pede que as reparações às vítimas da ditadura se estendam aos parentes dos soldados mortos em situações de violência política.

Agencia Estado,

07 Julho 2003 | 18h15

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