Ex-general diz que guerrilhas não estão ligadas a Saddam

Um ex-general iraquiano, que diz fazer parte das tropas rebeldes aos EUA, assegura que a guerra de guerrilha em torno do chamado Triângulo Sunita está sendo travada por pequenos grupos lutando por si mesmos e não sob as ordens de Saddam Hussein ou outros.Ele e dois outros homens de Samara, que dizem estar em unidades guerrilheiras separadas, insistiram, durante uma entrevista exclusiva à The Associated Press, que sua luta não visa ao retorno de Saddam ao poder mas sim acabar com a ocupação americana e entregar o país aos iraquianos.?Estou lutando pelo meu país ? não por Saddam Hussein ? para colocar os infiéis para fora. Poucas pessoas lutam por ele. Eles desistiram dele no fim da guerra?, disse um dos homens, um engenheiro eletricista desempregado.Todos os três disseram que não a falta de guerrilheiros em potencial entre os homens iraquianos, que têm, no mínimo, treinamento militar rudimentar devido ao serviço militar obrigatório durante o governo de Saddam.Os homens, que descrevem-se como leais ao banido partido Baath, foram entrevistados separadamente na semana passada. Eles concordaram em discutir a luta ao redor de Samara apenas se não fosse identificados, para evitar tornarem-se alvos das tropas americanas.Suas afirmações de serem membros ativos da guerrilha não pôde ser confirmado de maneira independente. Eles forneceram alguns detalhes de ataques planejados, dizendo inclusive que uma bomba havia sido plantada numa linha de trem três dias antes de que uma explosão, sábado, descarrilasse o trem.O ex-general, cujos 30 anos de serviço militar sob Saddam são bem conhecidos na cidade de 250.000 habitantes, disse que está envolvido principalmente no planejamento de ataques e na consultoria sobre armamentos. Os dois outros homens ? o engenheiro e um comerciante atacadista ? participam dos ataques.O general descreveu as guerrilhas como muito fortes em entusiasmo e comprometimento, mas fracas em treinamento e organização, e disse que os grupos não coordenam suas atividades. Apesar disso, podem causar problemas aos EUA, ele argumentou, porque os americanos se movimentam em pequenas unidades, que são mais fáceis de serem atacadas.Assim mesmo, a maioria dos ataques quase diários às tropas da 4ª Divisão de Infantaria, em Samara, causou pouco dano, embora o número de mortes venha crescendo. Nas primeiras baixas em meses, dois soldados americanos morreram e quatro ficaram feridos, num ataque do dia 24 de outubro, e dois outros foram mortos e três feridos por uma bomba na estrada, dia 13 de novembro.A divisão do 1º Batalhão, o 66º Regimento Blindado, ocupava três bases em Samara até sábado, quando sem aviso as tropas mudaram-se para um novo posto a 10 quilômetros ao norte da cidade.

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