Ex-general sérvio-bósnio é condenado à prisão perpétua em Haia

Um ex-general sérvio-bósnio foi sentenciado à prisão perpétua nesta quinta-feira pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), em Haia, na Holanda. Milomir Stakic, um médico de 41 anos de idade, foi considerado culpado por perseguição, extermínio e assassinato de bósnios muçulmanos e croatas na cidade de Prijedor em 1992. Esta é a primeira condenação à prisão perpétua do tribunal. Stakic foi condenado em cinco acusações de crimes contra a humanidade e crimes de guerra, e foi absolvido em três outras acusações - genocídio, cumplicidade em genocídio e atos desumanos. "O doutor Milomir Stakic, por esses motivos, é sentenciado à prisão perpétua", mas poderá ficar em liberdade condicional depois de 20 anos," afirmou o juiz Wolfgan Schomburg. Embora tal pena nunca tenha sido ditada antes, Schomburg afirmou que a sentença máxima "não está restrita aos crimes mais sérios" de genocídio. O tribunal de Haia não pode aplicar a pena de morte. Todas as acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade prevêem no máximo pena de prisão perpétua. "O tribunal não considerou este caso como um caso de genocídio mas um sério caso de perseguição, deportação e extermínio", afirmou o juiz ao ler um resumo de sua decisão antes de anunciar a sentença.

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