Ex-governador venezuelano passa à clandestinidade

Lenny Manuitt, filha do ex-governador dissidente Eduardo Manuitt, disse que seu pai, contra quem foi expedida uma ordem de prisão, passou para a clandestinidade com o objetivo de "resguardar sua integridade física" e denunciou que ele é "perseguido" pelo governo. Ao ser perguntada se o pai pediria asilo político ou se sairia do país, Lenny disse: "Não posso dizer em que local se encontra meu pai porque estamos resguardando sua integridade física. No momento certo daremos informação sobre onde ele se encontra".

AE-AP, Agencia Estado

24 de abril de 2009 | 19h58

Um tribunal local confirmou na véspera a ordem de detenção de Manuitt para que seja processado por supostos atos de corrupção. Manuitt ocupou o cargo de governador do Estado de Guárico até novembro. O ex-governador foi integrante da organização pró governista Pátria Para Todos (PTT), mas se distanciou do presidente Hugo Chávez logo que o partido do mandatário retirou o apoio à sua filha Lenny, que se candidatou nas eleições regionais de novembro de 2008 para suceder o pai no governo de Guárnico.

Manuitt é o segundo dirigente político contra quem é expedida ordem de prisão depois de Manuel Rosales, prefeito de Maracaibo e um dos principais líderes opositores do país, que atualmente se encontra em Lima negociando asilo político. Hoje, Chávez afirmou, em cadeia de rádio e televisão, que os acusados de atos de corrupção "têm de ser levados a juízo e condenados".

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