AP Photo/Czarek Sokolowski
AP Photo/Czarek Sokolowski

Ex-guarda de campo de extermínio nazista é acusado de cumplicidade na morte de 17 mil judeus

Tribunal alemão ainda precisa validar as acusações antes que se abra um possível processo; suspeito teria contribuído com uma operação chamada ‘Festa da Colheita’, dirigida pelas SS

O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 14h03

BERLIM - A Justiça alemã acusou nesta sexta-feira, 20, um ex-guarda de segurança do campo de extermínio nazista de Lublin-Majdanek de cumplicidade na morte de 17 mil judeus. O nome do acusado, de 96 anos, não foi revelado.

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Um tribunal da cidade ainda precisa validar as acusações antes que se abra um possível processo.

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O homem é suspeito de, entre agosto de 1943 e janeiro de 1944, quando tinha 22 anos, ter trabalhado como guarda no campo de extermínio de Majdanek.

No dia 3 de novembro de 1943, ele teria contribuído com uma operação chamada "Festa da Colheita", dirigida pelas SS e durante a qual ao menos 17 mil prisioneiros judeus foram mortos em valas comuns criadas com esse objetivo.

O regime nazista construiu o campo de Majdanek em 1941 na Polônia ocupada perto de Lublin e o complexo ficou em funcionamento até 1944. Segundo as estimativas do atual museu do campo, 80 mil prisioneiros, entre eles 60 mil judeus, foram executados em câmaras de gás ou morreram de fome, doenças ou esgotamento. / AFP

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