Ex-guerrilheiros ganham prefeitura da capital salvadorenha

A Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN) venceu uma nova batalha eleitoral com o triunfo de Violeta Menjívar, ex-comandante guerrilheira, nas eleições para a prefeitura da capital salvadorenha. O anúncio da vitória ocorreu depois de uma difícil disputa na contagem dos votos com seu adversário Rodrigo Samoyoa, do partido oficialista Aliança Republicana Nacionalista (Arena). Após uma revisão dos votos impugnados, o presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, Walter Araujo, informou que as eleições de domingo foram vencidas por Menjívar por uma diferença de apenas 44 votos. Ela totalizou 64.888 votos contra 64.844 de Samoyoa. Menjívar, a primeira mulher a ocupar a prefeitura de San Salvador, fundada há quase 480 anos, iniciará seu mandato em 1º de maio, o quarto consecutivo da FMLN desde 1997. A prefeita eleita dedicou sua vitória ao líder histórico Schafik Handal, morto em janeiro por causa de um enfarte. "Vamos continuar com seu espírito modificador", afirmou Menjívar a uma multidão. A nova prefeita destacou a "batalha da defesa da vitória", em relação a protestos realizados por militantes devido a denúncias de que a direita queria fraudar as eleições. A polícia dispersou com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha os manifestantes que, durante um distúrbio de mais de 30 minutos, lançaram pedras e paus contra os policiais. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas. A ex-guerrilheira, atual deputada da FMLN, com seu lema de campanha "soluções de verdade", promete uma cidade "mais dinâmica, segura, limpa e com participação cidadã". Nas eleições de domingo também foram eleitos outros 261 prefeitos, 84 deputados da Assembléia Legislativa e 20 representantes ao Parlamento Centro-americano. O tribunal eleitoral ainda não divulgou os resultados dessas eleições. Para a FMLN, as eleições de domingo representaram sua sétima participação em pleitos desde que o grupo abandonou suas armas e se converteu em partido político, em janeiro de 1992, logo após assinar o acordo de paz que pôs fim a uma guerra civil de 12 anos.

Agencia Estado,

16 Março 2006 | 20h31

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