Sajad Safari/Reuters
Sajad Safari/Reuters

Ex-integrante do Mossad sugere envolvimento de Israel em atentado no Irã

Declaração foi feita nesta quinta-feira a jornal espanhol 'El País' durante reunião em Jerusalém

estadão.com.br,

12 de janeiro de 2012 | 14h01

SÃO PAULO - Ilan Mizrahi, ex-diretor do Conselho Nacional de Segurança de Israel e ex-subdiretor do Mossad, sugeriu que os serviços secretos de Israel podem estar implicados no atentado que matou o cientista iraniano Mustafa Ahmadi Roshan na última quarta-feira, 11. As declarações foram feitas ao jornal espanhol El País nesta quinta-feira, 12.

 

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Mizrahi afirmou ao jornal espanhol que o assassinato do cientista faz parte de uma 'guerra secreta em que ninguém atua sozinho' e sugeriu o envolvimento de diferentes países e grupos opositores iranianos. Ele caracterizou 'guerra secreta' como 'algo intermediário entre a guerra e a diplomacia, que pode desembocar em guerra aberta'.

 

O ex-diretor declarou ao jornal espanhol que a 'guerra secreta' entre Irã e países como Israel, Estados Unidos e Arábia Saudita ocorre desde a revolução de 1979 e que alguns dos acontecimentos relacionados ao conflito seguem ocultos.

 

Para ele, a disputa pela supremacia regional é uma das principais razões que motivam os conflitos e coloca Irã, Síria, os xiitas do Iraque e o Hezbollah no Líbano em oposição com Israel, Arábia Saudita e as monarquias petroleiras (apoiadas pelos EUA). Na entrevista, Mizrahi declarou que a Turquia deve entrar em conflito com o Irã em breve, como parte das disputas pela hegemonia no Oriente Médio. Mizrahi disse, ainda, que o programa nuclear iraniano visa permitir que o país recupere terreno perdido para seus rivais.

 

O ex-diretor fez as declarações para um grupo de jornalistas reunidos em um hotel em Jerusalém.

 

Na quarta-feira, 11, um blog publicado pelo jornal francês Le Figaro, um dos mais importantes do país, assegurou que o Mossad recruta e treina dissidentes iranianos da região curda do Iraque para atuar contra o regime de Teerã.

 

 
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