Ex-juiz chinês pega prisão perpétua

Pei Hongquan aceitou subornos de mais de US$ 500 mil durante o exercício de sua profissão

Efe

05 de janeiro de 2008 | 05h16

Um ex-juiz foi condenado a prisão perpétua no sudeste da China por ter aceitado subornos de mais de US$ 500 mil durante o exercício de sua profissão, informou ,neste sábado, a agência oficial de notícias "Xinhua". Pei Hongquan, ex-vice-presidente do Tribunal Popular Intermediário da cidade de Shenzhen, uma das mais desenvolvidas da China, foi condenado após a corte comprovar que ele aceitou US$ 507 mil oferecidos por uma companhia de leilões e por uma agência imobiliária em troca de favores. Além disso, segundo o veredicto do tribunal da cidade de Jiangmen (província de Cantão), o ex-juiz não conseguiu esclarecer a origem de sua fortuna pessoal, avaliada em quase US$ 1 milhão. Pei foi detido em 2006 junto com outros quatro juízes do tribunal de Shenzhen (Cai Xiaoling, Zhang Tinghua, Liao Zhaohui e Li Huili) acusados de aceitar subornos. Os cinco aproveitaram seu poder para reunir uma enorme fortuna durante os últimos dois ou três anos de exercício de seu cargo, segundo o promotor Bai Xinchao, que não quis revelar a soma total que teria sido obtida pelos réus. A corrupção é um dos principais motivos da perda de credibilidade do regime do Partido Comunista da China (PCCh, no poder desde 1949).

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