Ex-líder mexicano acusado de genocídio é inocentado

A Justiça Federal do México ratificou a inocência do ex-presidente Luis Echeverría em uma acusação de genocídio. O caso refere-se ao episódio que ficou conhecido como o Massacre de Tlatelolco, ocorrido em 1968. O Conselho de Judicatura - órgão que supervisiona a atuação dos júris federais - informou em comunicado que a decisão do Quinto Tribunal em Matéria Penal do Primeiro Circuito coincidiu com a da instância inferior. Segundo essa decisão, ainda que haja elementos para afirmar que houve um genocídio em 2 de outubro de 1968, quando estudantes foram assassinados em Cidade do México, não há provas de que Echeverría estava diretamente envolvido no crime.

AE-AP, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 10h54

Echeverría sempre negou qualquer responsabilidade pelo episódio. Na época do massacre, ele ocupava o posto de ministro de Interior. Dois anos depois, foi eleito presidente (1970-6). O advogado do ex-presidente, Juan Velázquez, informou à imprensa mexicana que a decisão implica o fim da prisão domiciliar, na qual Echeverría era mantido desde fins de 2006. Echeverría, hoje com 87 anos, é o único importante membro do governo da época ainda vivo.

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