Ex-líder polonês nega acordo para dividir Ucrânia

O ex-primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, negou nesta sexta-feira que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tenha proposto um acordo para que as duas nações invadisse a Ucrânia e dividissem o território do país entre si. A alegação havia sido feita pelo ex-ministro de Relações Exteriores polonês, Radek Sikorski, em uma entrevista publicada no último domingo.

Estadão Conteúdo

24 de outubro de 2014 | 10h13

"Em nenhuma das reuniões com o presidente Putin tal proposta foi feita", assegurou Tusk em entrevista à rádio TOK-FM. Ele afirmou que Sikorski deve ter ficado com essa impressão devido aos comentários feitos por Putin em um encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em 2008. Na ocasião, o líder russo disse que a Ucrânia era um país artificial e que tinha interesse na região.

A acusação repercutiu negativamente no país e levou o próprio Sikorski a voltar atrás, dizendo que sua memória havia falhado. Segundo observadores na Polônia, o episódio feriu a credibilidade do país no cenário internacional, principalmente em seus negócios com a Rússia.

Sikorski agora enfrenta forte pressão política como presidente do Parlamento e adversários afirmam que ele precisa renunciar ao cargo. O ex-ministro deixou sua pasta em setembro, quando mudanças no governo o fizeram assumir o novo cargo.

Tusk, por sua vez, deixou o cargo de primeiro-ministro na mesma época, após ter sido escolhido para liderar o Conselho Europeu, trabalho que assumirá em dezembro. Durante a entrevista, Tusk também afirmou que Sikorski é um dos políticos mais talentosos dos últimos 20 anos e espera que uma "entrevista infeliz" não encerre sua carreira. Fonte: Associated Press.

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