Ex-líderes espanhóis abrem mão de pagamento adicional

Mais de 60 socialistas da administração anterior da Espanha abriram mão de seus bônus de fim de mandato, gerando uma economia de quase cinco milhões de euros para o país, que enfrenta uma grave crise financeira, informou hoje o Ministério das Finanças espanhol.

AE, Agência Estado

04 de agosto de 2012 | 16h13

Das 85 pessoas que tinham direito ao pagamento adicional, 64 o recusaram, o que manterá 4,76 milhões de euros (US$ 5,89 milhões) nos cofres públicos.

A prática foi iniciada pelo ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e seguida pela maior parte de seu antigo gabinete. Os bônus equivalem a 80% do salário de um parlamentar no período de até dois anos.

Desde então, o atual premiê da Espanha, o conservador Mariano Rajoy, aprovou leis impedindo que ex-autoridades recebam os bônus.

A Espanha, que está em recessão e cuja taxa de desemprego chega a quase 25%, luta para reduzir o déficit público, de 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, para 6,3% este ano, 4,5% em 2013 e 2,8% no ano seguinte. Com a adoção de uma série de medidas de austeridade, Madri espera conseguir economizar 102 bilhões de euros até 2014. As informações são da Dow Jones.

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