Ex-membro da ditadura fugiu dois meses após virar premiê

A nomeação, em junho, de Riad Farid Hijab para o cargo de premiê do regime de Bashar Assad pegou de surpresa analistas e governos que acompanham a guerra civil na Síria. Sunita de Deir al-Zor (cidade no norte do país atualmente sob controle dos insurgentes), Hijab ocupava um posto secundário no governo sírio, o de ministro da Agricultura, e era desconhecido entre a população.

O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h08

Dois meses depois, o funcionário pouco carismático tornou a surpreender a todos com uma cinematográfica fuga da Síria de carro através da fronteira jordaniana - pelo menos segundo a versão contada pela oposição. Embora não tenha ocupado um posto-chave no governo até ser nomeado premiê, Hijab sempre foi tido como um homem do regime, membro desde 1998 do Partido Baath. Foi administrador de sua cidade entre 2004 e 2008. Depois, serviu como governador de Kuneitra, região que fica ao pé das Colinas do Golan, ocupadas desde 1967 por Israel, e administrou Latakia, o principal porto da Síria.

No dia 6, Hijab fugiu para a Jordânia, enquanto o regime de Damasco afirmava que ele havia sido "demitido" e substituído por seu vice, Omar Ghalawanji.

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