Ex-membro da Ku Klux Klan é declarado culpado de mortes

Julgamento é o último episódio para esclarecer assassinatos nas décadas de 50 e 60

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Um tribunal federal declarou na quinta-feira, 14, um ex-membro da organização racista Ku Klux Klan culpado do assassinato de dois negros, no estado de Mississipi, em 1964, segundo informações oficiais. O tribunal emitiu a sentença no processo de James Ford Seale, após duas horas de deliberações, disseram fontes judiciais do estado. Seale, de 71 anos, também foi declarado culpado de conspiração para assassinar Henry Hezekiah Dee e Charles Eddie Moore, que foram seqüestrados por membros do grupo racista. Os promotores disseram, durante o julgamento, que as duas vítimas foram levadas a uma floresta, onde foram brutalmente espancadas. Depois, membros da Ku Klux Klan jogaram os dois, ainda vivos, no rio Mississipi, amarrados a um lastro para impedir que subissem à superfície. "O veredicto de culpa faz a justiça há muito tempo esperada pelas famílias de Henry Dee e Charles Moore, assassinados brutalmente há mais de 40 anos", disse o secretário de Justiça dos Estados Unidos, Alberto Gonzales, em comunicado. O julgamento de Seale foi o último episódio de um esforço empreendido pelas autoridades federais dos EUA para esclarecer os assassinatos cometidos durante as décadas de 1950 e 1960 por grupos racistas no sul do país. A investigação inspirou o filme "Mississipi em chamas", de 1988.

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