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Ex-membro das Farc pega 27 anos de prisão por sequestro de americanos

Ex-guerrilheiro Diego Alfonso Navarrete Beltrán foi extraditado para os EUA em novembro de 2014; os três americanos permaneceram em cativeiro durante cinco anos

O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2015 | 17h49

WASHINGTON - A Justiça americana condenou nesta terça-feira, 10, a 27 anos de prisão Diego Alfonso Navarrete Beltrán, ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pelo sequestro de três americanos em 2003, que estiverem em cativeiro junto com a política colombiana Ingrid Betancourt.

O juiz Royce C. Lamberth, da Corte do Distrito de Columbia, em Washington, decidiu impor a Diego Alfonso, extraditado aos Estados Unidos em novembro de 2014, a pena de 27 anos de prisão que a Promotoria pedia para ele por considerá-lo culpado dos sequestros e do crime de terrorismo por sua filiação à guerrilha.

"Antes de tudo, quero pedir desculpas aos reféns do fundo do meu coração", disse o acusado, perante Marc Gonsalves, Thomas Howes e Keith Stansell, que permaneceram em cativeiro durante cinco anos e hoje relataram no tribunal a difícil experiência.

Os três americanos, que trabalhavam para uma empresa terceirizada do Pentágono, foram resgatados em julho de 2008 em uma operação especial realizada pelas autoridades colombianas. Na ação, também foi libertada a ex-candidata à presidência colombiana Ingrid Betancourt e 11 militares.

Os americanos foram sequestrados em 13 de fevereiro de 2003, depois que o avião no qual viajavam fez um pouso forçado em Florencia, no departamento de Caquetá, no sul da Colômbia. Durante os 1.967 dias seguintes, eles foram retidos pelas Farc e entregues no início de outubro de 2006 a uma unidade da guerrilha, da qual Diego Alfonso fazia parte e lá ficaram até o resgate em 2008.

"Agora, está agindo como um covarde, mas antes se sentia um grande homem quando empunhava uma espingarda, né? Garanto que o que você nos fez não feriu a minha humanidade", disse o refém Keith Stansell a Diego Alfonso. / EFE

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