Ex-membro do Exército acusa generais por falha no Iraque

Um funcionário do escritório do Exército americano e ex-comandante de tropas alertou que os Estados Unidos enfrentam uma possibilidade de falha no Iraque por conta de generais não prepararem suas tropas e confundirem o Congresso sobre a real situação do país.Por razões que ainda não estão claras, os generais subestimam a força do inimigo e superestimam a potência do governo iraquiano, além de reportar equivocadamente a situação no país", disse Paul Yingling, em artigo publicado nesta sexta-feira, 27, no jornal das Forças Armadas dos EUA.Yingling escreveu que os generais foram para o Iraque sem um coerente plano de estabilização do país. Além disso, falharam ao informar ao povo americano a intensidade da insurgência iraquiana."As falhas intelectuais e morais comuns entre a Guerra do Vietnã e esta indicam uma crise na liderança dos generais americanos", disse Yingling.Para responder as críticas, o porta-voz do Exército americano, Christopher Garver, disse que "Yingling expressou apenas suas opiniões no jornal e que as Forças estão focadas na missão que devem cumprir". Yingling é ex-comandante do 3º Regimento Armado da Cavalaria. Ele serviu por dois anos no Iraque, um na Bósnia e e participou de uma operação em terras iraquianas em 1991.Briga políticaO Senado americano aprovou nesta quinta-feira, 26, a medida que determina o início da retirada das tropas do Iraque no dia 1º de outubro e o presidente George W. Bush já anunciou que irá vetar o projeto de lei.O prazo para a retirada faz parte de um pacote de financiamento de guerra que libera US$ 124 bilhões para as tropas no Iraque e no Afeganistão.A votação, encerrada em 51 votos a 46, foi semelhante à votação da mesma lei um dia antes na Câmara dos Representantes (deputados), por 218 votos a 208, ambas longe dos dois terços necessários para superar o veto de Bush.No entanto, o governo iraquiano criticou a aprovação do projeto de lei do Senado americano em retirar as tropas do país. Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo, disse que a decisão é "negativa" e envia sinais errados aos insurgentes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.