Ex-militar é suspeito de atacar templo sikh nos EUA

O atirador que assassinou seis pessoas e em seguida foi morto pela polícia no domingo, em um templo sikh nos Estados Unidos, foi rebaixado de posto antes de deixar o Exército, há dez anos, afirmaram autoridades nesta segunda-feira. Um oficial do governo identificou o homem como o ex-militar Wade Michael Page, de 40 anos. O motivo do ataque ainda não é conhecido.

(AE), Agência Estado

06 de agosto de 2012 | 12h21

Uma autoridade da Defesa disse que Page entrou no Exército em 1992 e foi desligado em 1998. Ele era um especialista em operações psicológicas, disse a fonte. Tais especialistas são responsáveis pela análise, desenvolvimento e distribuição da inteligência, e pesquisam e analisam métodos de influenciar populações estrangeiras.

Page era um "neonazista frustrado" disse o grupo de defesa de direitos civis Southern Poverty Law Center. Em entrevista para um site sobre supremacia branca, Page disse em 2010 que faz parte da cena musical neonazista desde 2000, quando deixou seu Estado natal, o Colorado, e fundou a banda End Apathy, disse a organização.

Testemunhas afirmam que o atirador parecia ter um propósito e sabia aonde estava indo. Membros aterrorizados da congregação correram para se abrigar quando o ataque começou, na manhã de domingo, no Estado de Wisconsin. Satpal Kaleka, esposa do presidente do templo, Satwant Singh Kaleka, viu o homem entrar, afirmou seu sobrinho, Harpreet Singh. "Ele não falou nada, simplesmente começou a atirar", disse Singh, recontando a descrição de Kaleka. Os religiosos disseram que nunca tinham visto o atirador no local.

O FBI é responsável pelas investigações, já que a ação é considerada um ataque terrorista doméstico.

Um policial e duas outras vítimas que foram feridas estão em estado grave. O chefe de polícia de Oak Creek, John Edwards, disse que o atirador "emboscou" um policial que ajudava um ferido do lado de fora. Outro policial então atirou e matou o suspeito.

Sikhismo

O sikhismo é uma religião monoteísta fundada há mais de 500 anos no sul Ásia e tem cerca de 27 milhões de seguidores no mundo. Os sikhs não cortam o cabelo e os homens costumam cobrir a cabeça com turbantes (que são considerados sagrados) e não se barbeiam. Existem cerca de 500 mil adeptos nos EUA. A maioria dos sikh vive na Índia.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, afirmou nesta segunda-feira que está chocado com o ataque. Já o principal clérigo sikh acusou o governo norte-americano de "lapso de segurança."

Pequenas manifestações condenando a violência foram realizadas na Índia nesta segunda-feira e o primeiro-ministro, ele mesmo um membro da fé sikh, chamou a tragédia de "ataque covarde". "O fato desse ato sem sentido de violência ter alvejado um lugar de adoração religiosa é particularmente doloroso", disse Singh em comunicado. As informações são da Associated Press.

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