AP Photo/Fernando Llano
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Ex-militares venezuelanos em Lima incitam rebelião

Grupo gravou um vídeo convocando colegas a depor Maduro e acatar autoridade de presidente da Assembleia Nacional

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2019 | 19h32

LIMA - Um grupo de 20 ex-militares e policiais venezuelanos pediu, nesta quinta-feira, a seus colegas de armas que se rebelem contra o presidente Nicolás Maduro, após anunciar, em vídeo gravado em Lima, que consideram o chefe do Congresso, Juan Guaidó, o legítimo mandatário.

"A intenção de nossa mensagem é criar consciência entre nossos colegas de armas, que têm dúvidas sobre se revoltar contra (o presidente Nicolás) Maduro, de que não estão sozinhos", disse à AFP o primeiro-tenente José Hidalgo Azuaje, porta-voz do grupo.

"Queremos que entendam que somos uma organização militar para que se unam a nós para a libertação,  um levantamento, e passamos dos milhares", garantiu por telefone Hidalgo, militar que foi degradado e expulso do Exército venezuelano em março de 2018, acusado de conspiração.

Hidalgo aparece em um vídeo cercado por 20 homens uniformizados, lendo um pronunciamento contra Maduro e expressando seu apoio ao líder do Congresso, de maioria opositora.

"Fazemos um chamado a todos os componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (...) que não continuem nos quartéis sendo submetidos e usados por esses criminosos", afirmou. 

"Hoje declaramos que não reconhecemos Nicolás Maduro como presidente da Venezuela e como comandante-chefe das Forças Armadas", declara o documento no qual reconhece o "deputado Juan Guaidó em seu caráter de presidente da Assembleia Nacional como presidente interino da República Bolivariana da Venezuela".

"Ordene, comandante-chefe, ficamos sob suas ordens", conclui, dirigindo-se a Guaidó, a mensagem difundida pela UCI, pequena emissora digital do bairro de San Isidro, na capital peruana.

O senador americano Marco Rubio respaldou este grupo pelo Twitter. "Apoiamos o grupo de militares que se rebela contra Maduro e se subordina a Guaidó." / AFP

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