Ex-ministra colombiana é assassinada em tentativa de resgate

Consuelo Araújo, esposa do procurador-geral da Colômbia e ex-ministra da Cultura do país, foi assassinada após ter sido seqüestrada havia uma semana pela principal guerrilha do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Côlômbia (Farc) informaram fontes militares neste domingo.O crime põe novamente em crise as já difíceis negociações de paz entre o governo do presidente Andrés Pastrana e a guerrilha esquerdista.O corpo de Consuelo Araújo, de 56 anos, mulher do procurador-geral Eduardo Maya, foi encontrado por soldados, no sábado, na região de Serra Nevada, com duas perfurações de bala."Trata-se de um assassinato. Encontramos seu cadáver na mesma operação lançada para tentar resgatá-la", disse um militar de alto posto.A candidata à presidência Noemí Sanín pediu ao presidente Pastrana que suspenda as negociações de paz com as Farc e só as reinicie se e quando a guerrilha der "demonstrações inequívocas" de que deseja continuar dialogando."Frente a tais manifestações de barbárie e crueldade, o país não tem outro caminho senão manter a firmeza e a unidade", disse Sanín, do mesmo partido conservador de Pastrana, mas que busca a presidência à frente de um movimento independente.Consuelo Araújo era conhecida e respeitada nos meios sociais e culturais da Colômbia. Era uma das diretoras do Festival Vallenato, que se realiza anualmente na cidade de Valledupar e é um dos mais representativos da música folclórica colombiana.O crime ocorre uma semana antes de o governo tomar a decisão sobre se prorroga a vigência de um controvertido enclave de 42.000 quilômetros quadrados cedido às Farc, que ali fez um território independente, e onde ocorrem as negociações de paz.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.