Ex-ministra francesa leva magnata à Justiça

A ex-ministra da Justiça da França, Rachida Dati, de 46 anos, tem desafiado as convenções durante sua vida. Foi assim que, filha de imigrantes marroquinos e argelinos, criada em uma periferia na Borgonha, ela estudou direito com dificuldades, formou-se advogada e, entre junho de 2007 e 2009, brilhou pela beleza como ministra no gabinete do então presidente Nicolas Sarkozy. Em 2009, Rachida ficou grávida e se recusou a dizer quem era o pai da criança. Mas nesta sexta-feira, ela entrou em um tribunal de Paris pedindo que o magnata Dominique Desseigne, amigo de Sarkozy, reconheça a paternidade da sua filha.

AE, Agência Estado

09 de novembro de 2012 | 15h57

"Eu tive uma vida privada complicada", resumiu Rachida nesta sexta-feira. Desseigne, de 68 anos, é um bilionário francês dono de cassinos, hotéis e é pai de dois filhos de um primeiro casamento. Ele ficou viúvo em 2001, antes de conhecer Rachida. Ele e Rachida namoraram, mas não viveram juntos. O magnata poderá se recusar a reconhecer a paternidade da criança e a fornecer amostras do seu DNA, mas poderá ser forçado a isso se os tribunais determinarem.

O caso de Rachida e Desseigne é o mais recente de uma série de histórias que apimentam a cena política francesa e é acompanhada com insistência pela imprensa local e pelas revistas de fofoca. O diário Le Monde sugeriu que Rachida, quando namorava com Desseigne, tinha encontros com vários amantes. "Isso me incomoda? Que eu tenha uma vida....que eu seja uma mulher livre?" disse Rachida à rádio RTL, denunciando as matérias que, segundo ela, são baseadas em "calúnias e boatos". Ela disse que processaria a revista Le Point e que estuda se tomará uma ação judicial contra o Le Monde.

A estrela de Rachida começou a declinar logo após o nascimento da sua filha, Zohra, em 2 de janeiro de 2009. Em junho daquele ano, ela perdeu o cargo em uma reforma ministerial feita por Sarkozy, que por sua vez perdeu as eleições de 2012 para François Hollande. Atualmente, Rachida é deputada da centro-direita francesa no Parlamento Europeu, onde representa a região de Ile-de-France.

As informações são da Associated Press.

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