Ex-ministro chavista denuncia golpe

O ex-ministro da Defesa venezuelano Raúl Baduel, que rompeu com o governo do presidente Hugo Chávez em 2007 e foi condenado a 7 anos de prisão por corrupção, pediu ontem que os venezuelanos reestabeleçam a ordem constitucional do país, que, em sua avaliação, foi violada com a decisão do Tribunal Supremo de Justiça que adiou a posse do líder bolivariano.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2013 | 02h02

Em uma carta escrita da prisão militar de Ramo Verde, o general da reserva, ainda influente no meio castrense, afirmou que "todos os cidadãos venezuelanos têm o dever de colaborar com o reestabelecimento da vigência efetiva da Constituição". Para o militar, o governo deu "um golpe de Estado constitucional" ao adiar a posse.

O ex-general, que liderou o movimento militar que permitiu o retorno de Chávez ao poder após o golpe de Estado frustrado de 2002, ressaltou que as Forças Armadas devem estar a serviço dos interesses da nação.

Antes considerado um dos colaboradores mais leais de Chávez, Baduel rompeu com os bolivarianos em razão de uma divergência sobre a reforma constitucional de 2007, na qual o presidente propôs o fim da limitação às reeleições. Chávez perdeu o referendo, mas voltou a apresentar a proposta dois anos depois e saiu-se vencedor.

Em 2009, Baduel foi preso por agentes do Escritório de Inteligência Militar (EIM), sob a acusação de corrupção. Em maio de 2010, ele foi condenado pela Justiça militar venezuelana por ter desviado recursos públicos, quebra de decoro militar e abuso de autoridade durante sua gestão à frente do Ministério da Defesa, entre 2006 e 2007. Na quarta-feira, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) rejeitou a necessidade de Chávez tomar posse em 10 de janeiro, data prevista na Constituição. / AP

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