Ex-ministro chavista é suspenso da direção do PSUV na Venezuela

Suspensão de Héctor Navarro ocorreu após ele apoiar publicamente o ex-ministro do Planejamento, destituído por Maduro 

O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 15h10

CARACAS - O ex-ministro de Educação venezuelano Héctor Navarro foi suspenso da direção nacional do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) após apoiar publicamente o ex-ministro de Planejamento Jorge Giordani e pedir que sejam respondidas as denúncias feitas por ele.

"A direção nacional do PSUV decidiu que eu passe pelo Tribunal Disciplinar do partido e a cessação imediata de minhas funções como membro do partido, de modo que até ser julgado adequadamente, eu não represento formalmente meu partido", escreveu Navarro em um comunicado público, divulgado no Twitter da ex-ministra Ana Elisa Osorio.

Navarro havia escrito uma carta defendendo Giordani, pedindo que ele não fosse chamado de traidor, e uma resposta às denúncias feitas por ele em 18 de junho. Giordani foi destituído do cargo após acusar o presidente Nicolás Maduro de não transmitir liderança, passar a sensação de vazio de poder e tomar decisões equivocadas em assuntos econômicos.

Na carta, Navarro exigiu que sejam averiguadas as irregularidades na entrega de divisas administradas pelo governo, fraude reconhecida pelo próprio governo e denunciada por Giordani há mais de um ano, e solicitou que Maduro se comporte "como um estadista" frente às críticas a sua gestão.

"O traidor é Giordani porque, por exemplo, denunciou a atribuição de dólares por empresas e propôs cursos de ação para impedir que isso seguisse ocorrendo? Ou traidores são os que atribuíram os dólares que hoje requerem os hospitais?", escreveu Navarro. "Acho que estamos desviando a atenção do que é verdadeiramente importante", acrescentou.

Ao informar a decisão do PSUV, Navarro comentou a reação da população sobre a demissão de Giordani. "É uma demonstração de maturidade política nossa e em geral de todo nosso processo revolucionário, independentemente do que aconteça no final." / EFE

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