Ex-ministro de Relações Exteriores do Khmer Vermelho é preso

Líderes vivos do grupo maoísta devem ser julgados por genocídio e outros crimes no próximo ano

Efe,

12 de novembro de 2007 | 01h12

A Polícia do Camboja deteve nesta segunda-feira, 12, Ieng Sary, ex-ministro de Relações Exteriores do Khmer Vermelho, em uma operação que também contou com a participação de representantes da ONU no tribunal. Os líderes vivos do grupo maoísta devem ser julgados no próximo ano. Depois de cercar a mansão de Sary, em Phnom Penh, policiais detiveram o ex-ministro e o conduziram à delegacia da capital. Embora Sary tenha recebido um perdão real em 1996 por liderar uma rendição em massa de guerrilheiros do Khmer Vermelho que determinou o fim de quase 30 anos de guerra civil, muitos opinam que ele deve assumir a responsabilidade pelos crimes do grupo extremista. Em outubro, o tribunal internacional que julgará os antigos dirigentes do Khmer Vermelho por genocídio e outros crimes citou suas três primeiras testemunhas, todas as pessoas que trabalharam ou passaram pelo centro de torturas de Toul Sleng. A ONU participa da organização e realização deste julgamento em Phnom Penh, que conta com um orçamento de aproximadamente US$ 56 milhões, custeada em sua maior parte pela comunidade internacional. Um dos últimos acusados é Nuon Chea, o "irmão número dois" e considerado o ideólogo do Khmer Vermelho, um dos poucos dirigentes da organização que ainda estão vivos. Os historiadores calculam que 1,7 milhão de pessoas morreram nas mãos do Khmer Vermelho, após o golpe de estado de 1975. Pol Pot, o "irmão número um", morreu em 1998, e o último chefe militar da organização, o general Ta Mok, morreu em 2006, quando estava preso.

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