Ex-ministro de Ruanda pega prisão perpétua por genocídio

Um tribunal da ONU para o genocídio de Ruanda sentenciou um ex-ministro ruandês das Finanças em três acusações de genocídio e crimes contra a humanidade, por sua participação na carnificina. O tribunal, formado por três juízes, sentenciou por unanimidade Emmanuel Ndindabahizi, de 54 anos, à pena de prisão perpétua - a maior possível da corte - por ajudar no massacre na cidade de Kibuye, no oeste de Ruanda. Mais de 500.000 pessoas, a maioria ruandeses da minoria tutsi, foram mortas por gangues armadas, milicianos e soldados da maioria hutu durante o genocídio, que foi orquestrado por um governo de extremistas hutus. Durante o genocídio, Ndindabahizi "estimulou o assassinato de tutsis em bloqueios de estradas. Ele colaborou ao fornecer machados (aos atacantes)", disse o juiz Erik Mose. Os advogados do ex-ministro avisaram que irão apelar da sentença.

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