Ex-ministro é favorito no 2º turno da eleição presidencial da Tunísia

Os tunisianos foram às urnas neste domingo para o segundo turno da primeira eleição presidencial democrática do país, concluindo um período de transição de quase quatro anos, iniciado com o levante popular que derrubou o ditador Zine El Abidine Ben Ali. O movimento na Tunísia, que estourou em 2011, foi o estopim de uma onda revolucionária no Oriente Médio e norte da África que ficou conhecida como Primavera Árabe.

Estadão Conteúdo

21 de dezembro de 2014 | 10h05

Estão na disputa pela presidência Beji Caid Essebsi, que atuou como ministro em governos anteriores da Tunísia, e Moncef Marzouki, ativista de direitos humanos que se tornou primeiro-ministro interino após a revolução.

Essebsi, de 88 anos, é tido como favorito após ter conquistado 39% dos votos na primeira etapa da eleição, realizada há cerca de um mês. Ele promete restaurar o "prestígio do Estado" após os caóticos primeiros anos que se seguiram à revolução, marcados por distúrbios populares e problemas econômicos.

Marzouki, que obteve 33% de apoio do eleitorado em novembro, alega que Essebsi, cujo partido venceu as eleições parlamentares de outubro, retomará as práticas autoritárias do passado.

Segundo autoridades, cerca de 100 mil policiais e soldados foram mobilizados para garantir a segurança nos locais de votação. A Tunísia tem cerca de 5,3 milhões de eleitores registrados.

Pesquisas de boca de urna deverão ser divulgadas ainda hoje e o resultado oficial está previsto para sair em até 48 horas. Fonte: Associated Press.

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