Martial Trezzini/AP
Martial Trezzini/AP

Ex-ministro espanhol é candidato a enviado especial da ONU à Síria

Jornal libanês apontou Miguel Ángel Moratinos como possível sucessor de Kofi Annan no país

Efe,

04 de agosto de 2012 | 15h59

BEIRUTE - O ex-ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, aparece como um dos possíveis sucessores de Kofi Annan como enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, informou neste sábado, 4, o jornal libanês "As-Safir", que cita fontes diplomáticas ocidentais.

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"Moratinos é o principal candidato a prosseguir a presença da ONU na Síria e herdar o plano de Annan", declarou a publicação em seu site.

O jornal destacou ainda que o diplomata espanhol, de 61 anos, possui uma ampla experiência no conflito árabe-israelense, com uma extensa rede de laços criados entre 1996 e 2003, quando foi o enviado espacial da União Europeia (UE) para o processo de paz no Oriente Médio.

As fontes ocidentais, cuja identidade o jornal não revela, consideram que o ex-chefe da diplomacia espanhola é o favorito a suceder Annan pelo apoio que tem na UE e seu conhecimento do regime sírio.

Moratinos acrescentaria, além disso, sua experiência na região, sua boa fama no seio da Liga Árabe e o respaldo da família Real do Catar, país que junto com a Arábia Saudita lidera a frente árabe contra o presidente sírio, Bashar al Assad.

Nesse sentido, o jornal lembra que o ex-ministro espanhol se reuniu em várias ocasiões com o falecido presidente sírio, Hafez al Assad, e seu filho e sucessor. "A sucessão de uma personalidade do peso de Annan requer um grande nome", indicou o jornal, que se mostrou, no entanto, cético sobre a missão ao considerar que "não poderá colher mais do que colheu o enviado anterior".

O "As-Safir" acredita que, apesar de suas credenciais, Moratinos não poderá avançar devido "às manobras para ganhar tempo da Rússia e dos Amigos do Povo Sírio" (coalizão internacional que reivindica a saída do presidente sírio).

Segundo o jornal, além de Moratinos, são cogitados também os nomes do ex-presidente finlandês e prêmio Nobel da Paz, Martii Ahtisaari, a ex-promotora chefe do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), Carla del Ponte, e o antigo enviado da ONU para o Afeganistão e o Líbano, Staffan de Mistura. 

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