Remy de la Mauviniere/AP
Remy de la Mauviniere/AP

Ex-ministro francês é alvo de investigação por corrupção

Eric Woerth é investigado por venda de hipódromo da cidade onde é prefeito

Efe

13 de janeiro de 2011 | 14h52

PARIS - O ex-ministro do Trabalho francês Eric Woerth, que deixou o Governo na remodelação de novembro, é alvo de uma investigação por corrupção pelo episódio da venda do hipódromo de Compiègne, perto da cidade de Chantilly (a 50 quilômetros ao norte de Paris), da qual é prefeito.

 

A Promotoria informou nesta quinta-feira, 13, em comunicado que o Tribunal de Justiça da República - órgão encarregado dos casos que envolvem as pessoas com fórum privilegiado - se pronunciou em favor da abertura dessa investigação contra Woerth, então ministro do Orçamento quando ocorreu a cessão do hipódromo à companhia de corridas de Compiègne.

 

Em 16 de novembro, o promotor Jean-Louis Nadal havia recorrido ao Tribunal de Justiça da República - só dois dias após de Woerth deixar o posto no Executivo - para que examinasse "as condições" em que o ex-ministro havia cedido em março às instalações hípicas, que fazem parte da floresta municipal de sua cidade.

 

O procedimento se estenderá por vários meses antes que ocorra o pronunciamento sobre eventual processamento do que foi sucessivamente titular (no sentido de ministério) de Orçamento e Trabalho sob a Presidência de Nicolas Sarkozy.

 

Este escândalo ganhou projeção em agosto, quando o semanário "Le Canard Enchaîné" publicou diferentes documentos que davam a entender que Woerth havia feito um presente à companhia de corridas de cavalos ao vender o hipódromo à prestação - que inclui um campo de golfe - por 2,5 milhões de euros.

 

Woerth esteve durante meses atrás no centro dos holofotes por sua particular relação com o entorno da multimilionária Lilliane Bettencourt, centro de um escândalo inicialmente financeiro-familiar que adquiriu uma crescente dimensão política.

 

O ex-ministro, que foi durante anos o tesoureiro do partido de Sarkozy, o UMP, reconheceu ter intervindo em favor do gerente da fortuna de Bettencourt, Patrice de Maistre, condecorado com a Legião de Honra e processado por evasão fiscal de fundos da herdeira de L'Oréal.

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