Ex-ministro paraguaio alerta para crescimento do tráfico

O ex-ministro do Interior do Paraguai Rafael Filizzola advertiu hoje que, se o governo não combater o narcotráfico no país, o Paraguai poderá ficar "igual ao México" em questão de alguns anos. Filizzola foi demitido pelo presidente paraguaio, Fernando Lugo, no mês passado, sem que o mandatário apresentasse motivos aparentes para a destituição.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2011 | 18h29

"Nos próximos cinco a dez anos, o Paraguai poderá ser igual ao México se não combater o narcotráfico com firmeza", disse Filizzola, em entrevista à Rádio Monumental de Assunção. O ex-ministro aludia à violência que sofrem várias cidades mexicanas fronteiriças com os Estados Unidos, onde operam cartéis das drogas.

Filizzola disse que nos três anos que ocupou o cargo de ministro do Interior ele priorizou a perseguição ao cultivo e à venda clandestina da maconha e à luta contra "quadrilhas de delinquentes, que usam o território paraguaio para trânsito de cocaína aos mercados internacionais", como os EUA e a Europa.

A Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), informou à Associated Press que de janeiro a junho deste ano "foram apreendidos 785 quilos de cocaína e 1,2 tonelada de maconha, provocando um prejuízo de aproximadamente US$ 12 milhões" aos traficantes.

O Paraguai não cultiva folhas de coca e não processa a pasta base para a produção do tóxico, mas é considerado um dos principais produtores de maconha da América do Sul. A maconha paraguaia é cultivada em bosques nos departamentos (Estados) de San Pedro, Amambay, Concepción e Canindeyú, todos próximos ao Estado de Mato Grosso do Sul.

Um relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes, agência das Nações Unidas, divulgado no final de 2010, indicou que "o tráfico e o consumo de drogas se incrementou em países como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai". As informações são da Associated Press.

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