Ex-ministros processados por venda ilegal de armas

A justiça argentina confirmou nesta quarta-feira a abertura de processos contra os ex-ministros de Defesa Antonio Erman González, e de Relações Exteriores Guido di Tella, e o ex-chefe do Exército Martín Balza, acusados da venda ilegal de armas ao Equador e à Croácia. A decisão foi anunciada pela Câmara Federal, que confirmou os processos contra os ex-funcionários do ex-presidente Carlos Menem, além de outros acusados na causa investigada pelo juiz federal Jorge Urso. Os dois ex-ministros e Balza deverão comparecer a um juízo oral e público, já que Urso terá de elevar parte da sentença a uma instância superior para encerrar o processo. Entre 1991 e 1995, a Argentina vendeu cerca de 6.500 toneladas de armas, munições e explosivos ao Equador e à Croácia, mas o governo alegou ter sido enganado por traficantes que "triangularam" as remessas que saíram com destino à Venezuela. Caracas negou ter feito a compra. A venda ocorreu quando o Equador estava em meio a um conflito armado contra o Peru. González e Di Tella são acusados de incorrer em "falsidade ideológica de documento público" vinculada aos decretos que autorizaram a venda de armas cujos destinos finais foram Equador e Croácia, quando havia um embargo contra os mesmos países.

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