Ex-Montoneros negam ter delatado colega à ditadura

Os líderes detidos do grupo guerrilheiro argentino Montoneros negaram ter delatado vários companheiros à ditadura, como suspeita a Justiça, e atribuíram suas detenções a uma manobra política. Fernando Vaca Narvaja e Roberto Perdía foram detidos por ordem do juiz federal Claudio Bonadío, que investiga a morte de 15 militantes do Montoneros durante a ditadura de 1976 a 1983. O magistrado também pediu a captura internacional de Mario Fiermenich, outro ex-líder da guerrilha, atualmente radicado na Espanha."Pretendem julgar a resistência popular à ditadura e politizar a causa... Mas não há prova alguma", disse a jornalistas Norberto Soares, advogado de defesa de Perdía. O juiz tenta estabelecer as circunstâncias que cercaram o seqüestro e o posterior desaparecimento de 15 membros do Montoneros que integravam as chamadas Tropas Especiais de Infantaria.Todos regressaram repentina e clandestinamente do exílio em 1980 para empreenderem uma "contra-ofensiva" ao regime militar durante a qual desapareceram cerca de 30.000 pessoas, segundo grupos de direitos humanos. No entanto, eles foram capturados assim que pisaram em solo argentino, submetidos a torturas e depois executados.

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