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Ex-policial chinês envolvido em escândalo admite que tentou fugir

Wang Lijun foi julgado por tentar acobertar o assassinato de um empresário britânico sob sua jurisdição

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18 de setembro de 2012 | 09h34

CHENGDU, CHINA - O ex-chefe de polícia Wang Lijun, envolvido no maior escândalo político das últimas décadas na China, admitiu ter tentado fugir para os EUA. Ele não respondeu às acusações de suborno e espionagem imputadas durante seu julgamento nesta terça-feira, 18, segundo uma fonte judicial.

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Lijun era chefe policial no município de Chongqing, no sudoeste do país, e tentou acobertar o assassinato de um empresário britânico sob sua jurisdição. O caso acabou levando à condenação da mulher do dirigente regional Bo Xilai, até então uma estrela em ascensão na política nacional.

Os promotores disseram que a posterior cooperação de Wang foi crucial para desvendar o homicídio e revelar outros crimes não especificados. Por isso, ele deve receber uma sentença leniente, daqui a cerca de dez dias.

"O acusado Wang Lijun voluntariamente se entregou após cometer o crime de deserção, e então fez um relato fiel dos principais crimes envolvidos na sua deserção", disse o porta-voz judicial Yang Yuquan, referindo-se a dramática fuga do réu para o consulado dos EUA em Chengdu, em fevereiro.

Wang, segundo o porta-voz, "expôs pistas relativas a graves ofensas criminais por terceiros, e desempenhou papel importante na investigação e no trato dos casos relacionados. De acordo com a lei, sua punição poderá ser reduzida".

Jornalistas foram impedidos de acompanhar o julgamento num tribunal de Chengdu, e receberam informações de um funcionário judicial em um hotel próximo. Os crimes imputados a Wang acarretariam, normalmente, em longas sentenças de prisão ou mesmo pena de morte.

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