Reprodução / 24-horas.mx
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Ex-prefeito mexicano é condenado a mais de 21 anos de prisão nos EUA por tráfico de drogas

Arturo Reyes Trujillo, eleito em 2012 para comandar o município de Fronteras - a 71 km da divisa entre os dois países - chefiava organização que enviada entorpecentes para território americano

O Estado de S. Paulo

10 de março de 2016 | 11h54

PHOENIX, EUA - O ex-prefeito da cidade de Fronteras, no México, Arturo Reyes Trujillo foi sentenciado a mais de 21 anos de prisão nos Estados Unidos por liderar uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas na fronteira do Arizona, informou na quarta-feira a procuradoria federal desse Estado americano.

Trujillo foi sentenciado a um total de 262 meses de prisão pelo juiz federal Neil V. Wake na segunda-feira na Corte Federal em Phoenix, acrescentou a procuradoria em comunicado. O político mexicano, que foi detido em 6 de setembro do 2012, mesmo ano em que foi eleito prefeito de Fronteras, se declarou culpado anteriormente de posse de cocaína e de lavagem de dinheiro, detalhou a nota.

Fronteras é uma cidade do Estado mexicano de Sonora, situado no nordeste do país, a cerca de 71 quilômetros da fronteira americana de Douglas, no Arizona.

Documentos oficiais indicam que entre 1º de janeiro e 28 de julho de 2003, o político, que naquela época residia em Tucson, no Arizona, era o líder de uma organização criminosa que contratava pessoas para atravessar carregamentos de drogas, particularmente cocaína, utilizando carros e caminhões, através da fronteira.

A organização criminosa também transportava o dinheiro obtido com a venda de drogas escondido em automóveis.

De acordo com as autoridades, esta organização criminosa foi a responsável por enviar uma tonelada de cocaína aos Estados Unidos e pela lavagem de aproximadamente US$ 20 milhões.

No momento da detenção de Trujillo, os oficiais confiscaram um total de 77 quilos de cocaína e US$ 490 mil. "Trujillo se aproveitava da dependência que muitos de nossos cidadãos sofrem para enriquecer, vendendo drogas e lavando os lucros obtidos de forma ilegal", disse no mesmo comunicado Doug Coleman, agente especial do Escritório Antidrogas (DEA, sigla em inglês) dos Estados Unidos no Arizona. / EFE

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