Paolo Aguilar/EFE
Paolo Aguilar/EFE

Ex-premiê de Alan García é preso no Peru por caso Odebrecht

Yehude Simon é investigado por lavagem de dinheiro na construção de uma obra de irrigação

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2020 | 21h07

LIMA - A polícia peruana prendeu Yehude Simon, ex-primeiro ministro do ex-presidente peruano Alan García, nesta segunda-feira, 24, em meio a uma investigação de corrupção relacionada à construtora Odebrecht. Simon é o segundo ex-primeiro ministro a ser preso por ligação com a empresa. 

Vídeos transmitidos no site do jornal local El Comercio mostraram como a polícia e os promotores disseram a Yehude Simon que ele estava detido por 10 dias. O político, de 71 anos, estava despenteado e usava sandálias em sua sala de estar.

A promotoria investiga Simon pelo suposto crime de lavagem de dinheiro na construção de uma obra para transportar água de um rio através de um túnel para irrigar terras desérticas perto do Oceano Pacífico.

O ex-funcionário mais importante da Odebrecht, Jorge Barata, disse ao promotor em fevereiro que a construtora deu a Simon U$ 300 mil para sua campanha de governador em 2006, acusação negada pelo político peruano.

Simon passou oito anos na prisão nos anos 90, acusado do crime de apologia ao terrorismo. Ele foi perdoado em 2000 e o governo pediu desculpas por sua detenção.

Escândalos de corrupção ligados à construtora brasileira atingiram a classe política do Peru desde 2016 como nenhum outro país da região. Em especial, quatro ex-presidentes.

García, presidente entre 2006 e 2011, cometeu suicídio em 2019 minutos antes de ser preso. Ele já havia sido isolado na embaixada do Uruguai em Lima. Alejandro Toledo (2001-2006) está preso nos Estados Unidos enquanto sua extradição está sendo processada, Ollanta Humala (2011-2016) foi libertado da prisão e aguarda julgamento de até 25 anos de prisão, enquanto Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018) está em prisão domiciliar. /EFE

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