Ex-premiê paquistanês recorre contra deportação

Advogados alegam que decisão do governo descumpre autorização para que Nawaz Sharif retornasse ao país

Efe,

11 de setembro de 2007 | 11h15

Os advogados do ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif, deportado para a Arábia Saudita nesta segunda-feira, apresentaram nesta terça, 11, um recurso ao Supremo Tribunal do Paquistão para que abra um processo contra o atual presidente do país, Pervez Musharraf, anunciaram fontes ligadas ao dirigente.O pedido foi apresentado pelo advogado Fakhruddin G. Ibrahim. Ele argumenta que a deportação viola um veredicto do Supremo, que em 23 de agosto autorizou a volta de Sharif. A decisão da corte afirmava que todos os paquistaneses têm o direito inalienável de estar em seu país.O recurso apresentado pode causar uma nova queda-de-braço entre o governo e o Tribunal, liderado pelo juiz Iftikhar Chaudhry. Ele foi suspenso de seu cargo por Musharraf, em março, e reabilitado meses mais tarde por decisão da própria corte.Sharif foi afastado do poder por um golpe de Estado liderado pelo seu então chefe do Estado-Maior, o general Pervez Musharraf. Ele se exilou com sua família em dezembro de 2000. Em troca, o novo regime cancelou a sua condenação à cadeia perpétua.O ex-primeiro-ministro embarcou num vôo em Londres no último domingo, rumo a Islamabad. Mas, poucas horas depois de aterrissar, foi enviado a Jidá, na Arábia Saudita. Um sobrinho do ex-primeiro-ministro, Hamza, garantiu que os Sharif lutarão nos tribunais "até a vitória do povo".Um advogado do Estado, Malik Mohammad Qayyum, disse ao Supremo que, segundo o governo, Sharif partiu para o exílio "por vontade própria", para evitar ser preso.O advogado de Sharif, no entanto, chamou a versão de Qayyum de "total bobagem". E ainda argumentou que o ex-primeiro-ministro não teria voltado para o Paquistão se quisesse ir à Arábia.Ativistas do partido de Sharif, a Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) promovem pequenas manifestações nas principais cidades do Paquistão, convocando a população para seus protestos. A maioria dos estabelecimentos comerciais, no entanto, abriu as suas portas nesta terça-feira.

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