Ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto é assassinada

A líder oposicionista doPaquistão Benazir Bhutto foi assassinada após um ataque a tirose com bomba que se seguiu a um comício na cidade de Rawalpindi,nesta quinta-feira. "Ela foi martirizada", disse o colega de partido RehmanMalik. Bhutto, de 54 anos, morreu em um hospital de Rawalpindi e,segundo a TV Ary-One, teria sido baleada na cabeça. A polícia disse que um homem-bomba disparou quando Bhuttosaía de um comício em um parque e depois se explodiu. "O homem primeiramente disparou contra o veículo de Bhutto.Ela se abaixou e então ele se explodiu", afirmou o policialMohammad Shahid. De acordo com a polícia, 16 pessoas foram mortas naexplosão. "É um ato vindo daqueles que querem desintegrar oPaquistão, porque ela era o símbolo da unidade. Eles acabaramcom a família Bhutto. Eles são inimigos do Paquistão", disse àReuters Farzana Raja, do partido da líder. Um porta-voz do presidente Pervez Musharraf afirmou queainda tinha que confirmar a notícia antes de comentar. Em outubro, um homem-bomba matou quase 150 pessoas em umatentando quando Bhutto desfilava pela cidade de Karachi,comemorando seu retorno ao país, após oito anos de auto-exílio. Militantes islâmicos foram apontados como culpados peloataque, mas Bhutto chegou a declarar que estava disposta aenfrentar o perigo para ajudar seu país. O pai de Bhutto, Zulfikar Ali Bhutto, foi o primeiro premiêeleito por voto popular do Paquistão. Ele foi executado em1979, depois de ser deposto por um golpe militar. Os dois irmãos dela morreram em circunstâncias misteriosas. Bhutto foi a primeira mulher premiê do mundo islâmico aoser eleita em 1988, aos 35 anos. Em 1990, foi deposta, masacabou reeleita em 1993 para, três anos depois, ser novamenteafastada, em meio a acusações de corrupção e má administração. (Com reportagem de Kamran Haider)

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