REUTERS/Denis Balibouse/File photo
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Ex-premiê português é favorito para ser secretário-geral da ONU

Nome de António Guterres será votado oficialmente no Conselho de Segurança na manhã de quinta-feira para substituir Ban Ki-moon; embaixador russo Vitaly Churkin, presidente rotativo do conselho, disse esperar que escolha ocorra 'por aclamação'

O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2016 | 13h58

NOVA YORK - O ex-primeiro-ministro de Portugal António Guterres é o principal favorito para se transformar no próximo secretário-geral da ONU, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais. Guterres, que dirigiu a Acnur, agência da ONU para refugiados, por 10 anos, era amplo favorito na disputa e conseguiu unir os membros do Conselho, divididos em discussões recentes.

O anúncio foi feito no final de uma reunião do Conselho de Segurança na qual foi realizada a sexta votação secreta sobre quem será o substituto de Ban Ki-moon. O Conselho de Segurança deve levar à Assembleia-Geral da ONU sua recomendação sobre quem assumirá o posto máximo das Nações Unidas a partir de janeiro, e vem realizando votações secretas há várias semanas.

Após a votação desta quarta, o presidente rotativo do conselho, o embaixador russo Vitaly Churkin, anunciou que nesta quinta-feira será realizada a votação formal da qual sairá a recomendação para quem deverá ocupar o cargo de secretário-geral da ONU.

"Hoje, após seis votações (informais e secretas), há um claro favorito, e seu nome é António Guterres", afirmou Churkin em declarações aos jornalistas, acompanhado pelos outros 14 representantes no Conselho de Segurança. "Decidimos realizar o voto formal amanhã às 10 horas locais (11 horas de Brasília) e espero que ele seja designado por aclamação", acrescentou o diplomata.

Em suas contas nas redes sociais, Guterres afirmou nesta quarta que se sentes "honrado e feliz" por saber que é o favorito para se tornar o próximo secretário-geral da ONU. "Houve um acordo. Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas me escolheram", escreveu o português no Twitter.

Já o ex-embaixador português na ONU Francisco Seixa da Costa afirmou à emissora SIC acreditar que "não há mais nenhuma dúvida de que amanhã (quinta) o CS vai confirmar esta nomeação". "É algo muito importante para Portugal, para um país como o nosso", completou.  / NYT e EFE

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