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Ex-premiê recorre da rejeição de candidatura no Paquistão

Nawaz Sharif, líder da oposição, diz que argumento apresentado por Comissão Eleitoral não tem justificativa

Efe,

07 de dezembro de 2007 | 09h16

O líder da oposição e ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif recorreu da decisão da Comissão Eleitoral de rejeitar sua candidatura para as próximas eleições legislativas, previstas para janeiro de 2008.   Há apenas três dias, Sharif tinha dito em uma conferência a representantes dos advogados que não apresentaria recurso contra a rejeição, ao considerar que os juízes que deviam decidir sobre a questão eram "leais a um indivíduo, não à Constituição".   No pedido, segundo o canal de televisão Geo TV, Sharif e seu irmão Shehbaz argumentam que "não existe justificativa para a rejeição", por isso pedem que a decisão seja reconsiderada.   A candidatura de Sharif, líder da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) foi rejeitada em 3 de setembro porque - segundo lembrou o responsável da Comissão Eleitoral Raja Qamaruz Zaman - há uma condenação judicial sobre o líder opositor.   Sharif foi condenado em 2000 à prisão perpétua por ter ordenado, em outubro de 1999, quando era primeiro-ministro, o seqüestro do avião onde viajava o então chefe do Estado-Maior e hoje presidente, Pervez Musharraf, que retornava de uma visita oficial ao Sri Lanka.   Musharraf conseguiu com que o avião aterrissasse e deu um golpe de Estado contra Sharif, que no ano seguinte conseguiu um acordo com o presidente que o permitiu se livrar da condenação e que significou sua ida ao exílio.   Após seu retorno ao país, em 25 de novembro, Sharif tenta agora alcançar um amplo acordo de oposição para exigir que as eleições de 8 de janeiro ocorram em um marco de liberdade e sejam justas.   O Paquistão está em Estado de exceção desde 3 de novembro por decisão do presidente Pervez Musharraf, que alegou a deterioração da lei e da ordem, além da ingerência do Poder Judiciário no trabalho do governo.

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