Rungroj Yongrit/Efe
Rungroj Yongrit/Efe

Ex-premiê Shinawatra pede diálogo para resolver crise política na Tailândia

Líder deposto condena ações do governo e o responsabiliza pelas 85 mortes causadas nos conflitos

Efe

21 Maio 2010 | 10h08

BANGCOC - O ex-primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra pediu um novo diálogo político "justo e equitativo" para solucionar a crise causada pelos protestos que desde março causaram pelo menos 85 mortes em Bangcoc.  

 

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"A Tailândia está hoje de luto. Uno-me a todos os patriotas em sua chamada a favor da calma e da não violência, e condeno as ações daqueles que atuaram com oportunismo e impunidade para causar destroços em Bangcoc, pois isso não faz parte da causa do movimento dos manifestantes", disse Shinawatra em comunicado.

 

O magnata, que está exilado em Dubai, é considerado o impulsor das mobilizações dos manifestantes, chamados camisas vermelhas. Ele disse que os abusos das forças de segurança controladas pelo governo causaram as mortes, e criticou as autoridades, que tacharam os camisas vermelhas de "terroristas".

 

Shinawatra também aproveitou para negar que tenha instigado seus companheiros a iniciarem os distúrbios que aconteceram após a operação do Exército para desmontar o acampamento dos manifestantes que ocupavam no centro da cidade.

 

Grupos de vândalos incendiaram e saquearam vários edifícios, entre eles a sede da Bolsa de Valores da capital e o complexo de lojas de departamentos Central World, antes da declaração do toque de recolher, que será mantido até domingo.

 

Shinawatra, derrubado por um golpe de Estado em 2006 e condenado à revelia a dois anos de prisão por abuso de poder, figura em uma lista elaborada pelo Executivo que tem 13 empresas e 93 indivíduos que supostamente financiaram os protestos dos "camisas vermelhas".

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