Ex-premiê tailândês é condenado a 2 anos de prisão

Acusado de corrupção e abuso de poder, decisão contra Shinawatra pode aprofundar crise política no país

Agência Estado e Associated Press,

21 de outubro de 2008 | 07h38

Uma corte tailandesa considerou o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra culpado por corrupção nesta terça-feira, 21, e o sentenciou a dois anos de prisão. A medida pode aprofundar ainda mais a crise política vivida pelo país. O veredicto foi o primeiro contra o ex-líder desde que ele foi derrubado em um golpe militar em 2006. Thaksin já era na época acusado de corrupção e abuso de poder.   O resultado do julgamento era esperado. Thaksin, de 59 anos, deixou o país e está na Inglaterra, onde vive com a mulher, Pojaman, de 51 anos, também acusada. A Suprema Corte a inocentou na terça-feira. As autoridades tailandesas ainda não começaram a trabalhar pela extradição de Thaksin.   "O réu era primeiro-ministro na época. Ele deveria ter sido honesto e ético e não ter violado leis anticorrupção", afirmou Thongloh Chomngam, que liderou um painel de nove juízes para decidir sobre o caso, envolvendo supostas vantagens obtidas pela mulher do ex-primeiro-ministro. Com a decisão da Suprema Corte, Thaksin tornou-se o primeiro político a ser condenado por algo realizado enquanto estava no cargo. Porém a corte fez pouco para resolver o impasse político nacional.   Thaksin permanece uma figura influente no país, adorado no campo e pelos mais pobres em geral e odiado pela elite urbana. Seu cunhado, Somchai Wongsawat, é o atual primeiro-ministro. O atual líder é acusado pelos oposicionistas de ser um fantoche de Thaksin e sofre pressão para que deixe o cargo.   Thaksin, que ficou no poder entre 2001 e 2006, enfrenta ainda vários processos. O ex-primeiro-ministro nega qualquer irregularidade. A corte expediu ainda mais um mandado de prisão contra Thaksin - já há vários documentos do tipo contra ele, nos vários processos que responde.

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