Ex-premiê tunisiano recusa oferta para liderar governo

O partido islamita moderado Ennahda declarou nesta quinta-feira que o ex-primeiro-ministro e secretário-geral da legenda, Hamadi Jebali, recusou uma oferta para ser o líder de um novo governo de coalizão na Tunísia.

AE, Agência Estado

21 de fevereiro de 2013 | 15h22

Jebali, que permaneceu no cargo por mais de um ano, renunciou depois que o Ennahda se opôs à criação de um governo de tecnocratas com o objetivo de conter a crise política pela qual passa a Tunísia.

O partido está agora "engajado em consultas internas e discussões com seus parceiros para propor um nome ao presidente da república antes do final desta semana", disse o Ennahda em comunicado.

A agência de notícias TAP citou o porta-voz do partido, Nejib Gharbi, dizendo que outros quatro candidatos do partido, todos ministros do antigo governo, foram selecionados pela legenda.

A Tunísia entrou numa crise política ainda mais profunda após o assassinato de Chokri Belaid, líder de esquerda, no dia 6 de janeiro. A morte de Balaid deu início a vários protestos contra o governo. Para conter a crise, Jebali ofereceu a formação de um governo de tecnocratas para comandar o país até a realização de novas eleições, mas seu próprio partido não apoiou a ideia.

Após sua renúncia, Jebali disse que só voltaria ao cargo de premiê se conseguisse formar um governo aberto a todos os partidos. Membros extremistas do Ennahda se recusaram a negociar com partidos de oposição, principalmente com o Chamado do Tunísia, de centro-direita, do qual fazem parte muitos membros do antigo regime.

Suspeitos

Autoridades tunisianas detiveram suspeitos do assassinato de Belaid, informou o ministro do Interior. "As investigações prosseguiam e suspeitos foram detidos", declarou Ali Larayedh aos jornalistas, sem divulgar as identidades ou o número de pessoas detidas. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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