EFE/ Sergey Dolzhenko
EFE/ Sergey Dolzhenko

Ex-premiê Yulia Timoshenko concorrerá à presidência da Ucrânia

Yulia já é apontada como a favorita na disputa com Petro Poroshenko, que tentará a reeleição

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2019 | 15h09

KIEV - A ex-primeira-ministra ucraniana Yulia Timoshenko anunciou nesta terça-feira, 22, sua candidatura para as eleições presidenciais de 31 de março, em que é apontada como favorita nas pesquisas contra o atual presidente, Petro Poroshenko.

"Sou candidata à presidência", disse Timoshenko em Kiev diante de centenas de pessoas em um comício de seu partido Batkivshtshina (Pátria). 

"Hoje entramos numa nova era de sucesso, felicidade e prosperidade (...) Começamos a verdadeira marcha à frente da Ucrânia, em direção a sua grandeza", acrescentou, reconhecendo ter cometido "erros" no passado. "Talvez, às vezes, eu possa estar errada, mas faço isso com sinceridade", declarou.

Em uma atmosfera festiva, centenas de pessoas demonstraram seu apoio, entre elas o marido e a filha da ex-primeira- ministra e empresária.

Alguns manifestantes carregavam a bandeira azul e amarela da Ucrânia e outros exibiam faixas com a inscrição "Acredite na Ucrânia!", juntamente com um coração vermelho, símbolo de seu partido político.

Em uma transmissão de vídeo durante o comício, o ex-presidente georgiano Mikhail Saakashvili também expressou seu apoio à candidata.

"É uma lutadora incansável pelos interesses da Ucrânia e dos ucranianos", disse ele, que também foi governador da região de Odessa (sul da Ucrânia) antes de se tornar inimigo de Petro Poroshenko e ser expulso da Ucrânia no início de 2018.

De acordo com as últimas pesquisas, Poroshenko, que ainda não anunciou oficialmente sua candidatura, seria derrotado  por Timoshenko, que foi candidata em 2010 e 2014.

Na segunda-feira, um primeiro candidato, o ator Volodymyr Zelensky, apresentou oficialmente sua candidatura. 

O primeiro turno será em 31 de março, e o segundo duas semanas depois, caso nenhum dos candidatos tenha alcançado 50% dos votos. / AFP 

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