Ex-premier é julgado por lista falsa contra Sarkozy

O ex-primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, atacou hoje o presidente do país no início de um julgamento sobre calúnia. "Eu estou aqui por causa de um homem: Nicolas Sarkozy", disse Villepin antes de tomar seu lugar no banco dos réus. Ele sugeriu que o presidente francês está usando o julgamento, conhecido no país como o "Escândalo Clearstream" como arma política.

AE-AP, Agencia Estado

21 de setembro de 2009 | 12h33

Sarkozy afirma que Villepin esteve por trás da campanha de difamação para tentar impedir sua tentativa de concorrer à presidência em 2007. O líder francês é uma dos 40 pessoas que movem a ação, que também vai apurar dados sobre antigos acordos sobre armamentos, contas bancárias no exterior e indústrias de aviação e defesa francesas.

Na lista vazada para a imprensa, em 2004, apareciam personalidades que supostamente seriam titulares de contas na sociedade financeira Clearstream, de Luxemburgo. Entre elas, estava o pai de Sarkozy, outros políticos - tanto de direita como de esquerda -, industriais, diretores de meio de comunicação e até a atriz e modelo Laetitia Casta. A suspeita é a de que o documento, que logo se revelou falso, tenha sido fabricado para desprestigiar algumas pessoas, ao associá-las com comissões ilegais de uma venda de barcos a Taiwan no começo dos anos 90.

"Eu sairei livre e limpo (do processo)", disse Villepin antes do início do julgamento, ao lado de sua mulher e seus três filhos. "Eu sei que a verdade vai triunfar." De acordo com ele, "minha batalha não é uma batalha pessoal. É uma batalha de todos aqueles que são vítimas do abuso de poder".

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