Ex-premier malaio pede boicote comercial a Holanda

O ato seria uma resposta ao curta-metragem contra o islã do parlamentar holandês Geert Wilders

EFE

30 de março de 2008 | 06h02

O ex-primeiro-ministro malaio Mahathir Mohamad (1981-2003) pediu à população muçulmana mundial que boicote os produtos holandeses, em resposta ao controvertido curta-metragem contra o islã do parlamentar holandês Geert Wilders. Mahathir disse que a ação de protesto poderia levar a Holanda à ruína, já que a população muçulmana "forma a parcela mais rica da população mundial e são os maiores importadores". "Não devemos temer a perda de comércio com eles. Se o fizermos, então não estaríamos pensando como muçulmanos, mas em nosso interesse pessoal", acrescentou o carismático dirigente malaio. Para Mahathir, o curta-metragem de Geert Wilders é resultado de mal-entendidos sobre a religião muçulmana e contém "um motivo crítico". Wilders divulgou no último dia 27 através de internet um filme de 15 minutos intitulado "Fitna", que significa caos ou enfrentamento em árabe, e no qual intercala imagens e informações sobre atentados de origem islamita, versículos do Corão que, na opinião de Wilders, incitam à violência e vozes que ameaçam de morte aqueles que não seguem o Islã. O ex-dirigente malaio também assegurou que as críticas ao Islã continuarão até que se demonstre que é uma religião benevolente e que os muçulmanos não são violentos.

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