Ex-presidente argentino Raúl Alfonsín morre aos 82 anos

O ex-presidente argentino Raúl Alfonsín morreu hoje vítima de um câncer no pulmão. O líder da Unión Cívica Radical (UCR) lutava contra a doença há anos, mas seu estado de saúde se agravou nas últimas horas. Pela manhã, Alfonsín recebeu a visita do monsenhor Justo Laguna, que lhe deu a bênção católica e pediu à população para que "rezem muito por ele". Alfonsín "estava consciente, me agarrou a mão e não me soltava", disse Laguna aos jornalistas de plantão em frente ao edifício onde vivia o ex-presidente. Alfonsín passou os últimos dias de vida em sua residência.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 21h28

O religioso também contou que em dezembro já havia dado ao ex-presidente o sacramento da unção aos doentes. Hoje, o médico pessoal de Alfonsín, Alberto Sadler, informou que seu estado de saúde se agravou durante a madrugada e que seu prognóstico era reservado. O ex-presidente de 82 anos padecia um câncer de pulmão com metástase óssea e desde o fim de semana se encontrava em estado delicado, por uma pneumonia ter complicado ainda mais seu quadro.

Raúl Ricardo Alfonsín nasceu na cidade argentina de Chascomús em 12 de março de 1927. Era advogado e político. Foi deputado nacional, senador e presidente da Argentina de 1983 a 1989. Considerado pelos analistas políticos como o "o pai da democracia na América Latina", Alfonsín foi o responsável pela transição da ditadura à democracia na Argentina, sendo o primeiro presidente eleito nas urnas depois da última ditadura (1976-1983), em outubro de 1983. Ele também foi o primeiro radical a vencer o Partido Justicialista (PJ), também chamado de partido peronista.

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