Ex-presidente chilena Bachelet chefiará nova agência da ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, anunciou na terça-feira a indicação da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para liderar um novo organismo da ONU que buscará melhorar a vida de mulheres e meninas ao redor do mundo.

REUTERS

14 de setembro de 2010 | 14h38

O organismo será conhecido oficialmente como a Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento de Mulheres, mas as autoridades afirmam que ela será citada como ONU Mulheres (www.unwomen.org).

A Assembleia Geral aprovou em julho, após anos de difíceis negociações, a criação da entidade, que reunirá quatro divisões distintas da ONU que atualmente lidam com questões de gênero e das mulheres.

"A sra. Bachelet traz a essa posição crucial um histórico de liderança global dinâmica, habilidades políticas e uma capacidade incomum de criar consenso", afirmou Ban em um comunicado à imprensa.

"Estou certo de que, sob a sua forte liderança, poderemos melhorar a vida de milhões de mulheres e meninas ao redor do mundo."

Bachelet, de 52 anos, liderou o governo de centro-esquerda do Chile de 2006 até março deste ano, quando foi sucedida pelo conservador Sebastian Piñera. No ano passado, a revista Forbes a situou como a 22a mulher mais poderosa do mundo.

Bachelet, que cursou dois anos do ensino médio nos Estados Unidos, foi presa no Chile em 1975, junto com sua mãe, pela junta militar de direita que tomou o poder do país no golpe de 1973. Exilada na Austrália, ela se mudou depois para a ex-Alemanha Oriental antes de voltar em 1979 ao Chile, onde estudou Medicina e se especializou em pediatria.

Ban disse aos jornalistas que foram considerados 26 candidatos para chefiar a entidade para as mulheres, mas diplomatas afirmaram que Bachelet foi a favorita desde o início.

Ban fala com frequência sobre sua política de promover as causas das mulheres e a seleção de Bachelet segue-se à indicação de Margot Wallstrom, da Suécia, para ser a primeira representante especial para violência sexual em conflitos.

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