Ahn Young-joon/Reuters
Ahn Young-joon/Reuters

Ex-presidente da Coreia do Sul começa a ser julgada por corrupção

Park Geun-hye enfrenta acusações de suborno, abuso de poder, extorsão e vazamento de segredos de Estado

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2017 | 00h19

SEUL - A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, se apresentou no Tribunal do Distrito de Seul na noite desta segunda-feira, 22 (manhã de terça no horário local), para ser julgada pelo escândalo de corrupção que abalou o país e a afastou do cargo em março deste ano.

É a primeira aparição pública de Park desde que foi presa dia 31 daquele mês. Ela saiu de um ônibus algemada e com o número de presidiária 503 colado à roupa e foi escoltada para o tribunal pela polícia.

De cabeça baixa, ela ignorou uma multidão de jornalistas gravando sua entrada e evitou olhar para sua antiga confidente Choi Soon-Sil, que também é julgada no processo e foi o epicentro do escândalo.

Park é acusada de suborno, abuso de poder, extorsão e vazamento de segredos de Estado. Os promotores dizem ter “várias” evidências do envolvimento dela em atividades criminosas. Ela teria criado uma rede de tráfico de influências junto a amiga Choi, apelidada de "Rasputina", através da qual obtinham suborno de ao menos três grandes empresas pelo valor de US$ 50 milhões.

O escândalo levou a acusações de dezenas de pessoas, incluindo ex-ministros do gabinete, assessores presidenciais e o bilionário herdeiro da Samsung, Lee Jae-yong. Ele é acusado de subornar Park e Choi em troca de favores de negócio.

Durante as sessões preparatórias em que Park compareceu, os advogados dela negaram as acusações. Ela se apresenta diante de três juízes, entre eles Kim Se-yun, que também é responsável pelo caso de Choi Soon-Sil. A ex-presidente já pediu desculpas à população por confiar em Choi e negou ter quebrado qualquer lei.

Park Geun-hye foi a primeira líder democraticamente eleita do país a ser afastada do cargo. Atualmente, o posto de presidente é ocupado pelo liberal Moon Jae-in depois de vencer, com folga, a eleição no começo de maio. /AFP, AP e EFE

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