AP Photo/Ahn Young-joon, File - Aug. 7, 2017
AP Photo/Ahn Young-joon, File - Aug. 7, 2017

Ex-presidente da Coreia do Sul é condenada pela 2ª vez e sentença sobe para 32 anos de prisão

Park Geun-hye foi afastada do cargo após um processo de impeachment movido por denúncias de corrupção envolvendo o governo e grandes conglomerados de empresas

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2018 | 04h42

SEUL - A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, foi condenada a mais oito anos de prisão por abuso de fundos estatais e violação das leis eleitorais. A nova sentença eleva para 32 anos a pena da ex-mandatária, afastada do cargo em 2016 após um processo de impeachment movido por denúncias de corrupção. 

+ Ex-presidente sul-coreana é condenada a 24 anos de prisão por caso de corrupção

Park foi considerada culpada pela Corte do Distrito Central de Seul por ter recebido cerca de 3 bilhões de won sul-coreanos (cerca de US$ 2,6 milhões) de chefes do Serviço Nacional de Inteligência durante sua presidência (2013-2016). Pelo crime, ela foi sentenciada a seis anos de prisão. Além disso, a Justiça também condenou a ex-presidente a dois anos de reclusão por ter violado leis eleitorais após interferir no processo de nomeação dos candidados do próprio partido nas eleições parlamentares de 2016.

A Corte, no entanto, absolveu a ex-presidente do crime de suborno sob a justificativa que não ficou provado que os membros da inteligência do governo cobravam ou eram cobrados favores em troca do dinheiro. 

+ Confidente da ex-presidente sul-coreana é condenada a 20 anos de prisão

A ex-presidente não compareceu à corte durante a promulgação da sentença. Ela está presa desde março de 2017 em um centro de detenção em Seul. Com a nova sentença, a pena de Park sobe para 32 anos de prisão - e o número ainda pode aumentar, dependendo de novas decisões em instâncias superiores. Procuradores já moveram recursos exigindo que a primeira condenação deveria ser 30 anos de reclusão ao invés de 24. A Suprema Corte da Coreia do Sul anunciou que julgará a ação em agosto.

Park governou a Coreia do Sul por três anos. Em 2016, um grande escândalo de corrupção gerou ondas de protestos contra seu governo em todo o país. A ex-presidente foi acusada de utilizar capital político para forçar grandes conglomerados de empresas a pagar dezenas de milhões de wons a duas fundações controladas por sua confidente e amiga íntima Choi Soon-il. O parlamento moveu um processo de impeachment, concluído em dezembro daquele ano, que a retirou do cargo e convocou novas eleições. Em março de 2017, ela foi presa pelas autoridades sul-coreanas e, semanas depois, condenada pelos crimes de corrupção e suborno. //ASSOCIATED PRESS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.