EFE/Esteban Biba
EFE/Esteban Biba

Ex-presidente da Guatemala Álvaro Arzú morre aos 72 anos

Segundo um amigo da família, o atual prefeito da Cidade da Guatemala morreu de infarto

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2018 | 21h56

CIDADE DA GUATEMALA - O ex-presidente da Guatemala e atual prefeito da capital, Álvaro Arzú Irigoyen, morreu nesta sex-feira de infarto, revelaram amigos da família.

Arzú Irigoyen, de 72 anos,  foi presidente da Guatemala entre 1996 e 2000, período em que assinou os acordos de paz, em nome do governo, com a guerrilha de esquerda para pôr fim a 36 anos do conflito armado (1960-1996).

O ex-presidente estava jogando golfe com amigos e parentes quando sofreu um infarto. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu, disse a conselheira municipal Rosa María Bolaños.

Como presidente, Arzú foi quem assinou, em 29 de dezembro de 1996, os acordos de paz com a guerrilha Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG), que puseram fim a 36 anos de conflito armado interno que deixou cerca de 250.000 vítimas, entre mortos e desaparecidos, além de mais de um milhão de deslocados internos.

Sua última aparição pública foi esta semana, quando, com o presidente, Jimmy Morales, apresentou o Plano de Administração de Vulnerabilidade e Emergências da Cidade da Guatemala.

Arzú foi um homem polêmico e controvertido, e contra ele havia uma petição de desaforo pelos delitos de financiamento eleitoral ilícito e malversação nas eleições de 2015, as quais ganhou para um quarto mandato consecutivo e o quinto no seu histórico como prefeito da Cidade de Guatemala.

No entanto, uma Sala de Apelações decidiu não retirar o privilégio do ex-presidente porque entendia que não havia indícios suficientes.

Segundo o Ministério Público e a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), Arzú contratou a cooperativa do detento Byron Lima, conhecido como "rei dos presídios" e assassinado em julho de 2016, para elaborar uniformes da prefeitura e propaganda eleitoral pagos com fundos públicos, além de ter criado vagas fantasmas a favor do ex-mulher do prisioneiro.   /EFE

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