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Ex-presidente da Libéria diz ser inocente por crimes de guerra

Charles Taylor, acusado de crimes durante movimento rebelde na Serra Leoa, é réu de tribunal internacional

Associated Press,

13 de julho de 2009 | 10h21

O ex-presidente da Libéria Charles Taylor começou nesta segunda-feira, 13, a apresentar sua defesa contra a acusação de que teria liderado rebeldes na Serra Leoa que assassinaram, estupraram e mutilaram camponeses.

 

Os advogados de Taylor pediram que os jurados do Tribunal Especial para a Serra Leoa não deixem que os horrores cometidos pelos rebeldes durante a guerra civil do país influenciem suas opiniões sobre o envolvimento de Taylor nos crimes.

 

Ele é acusado de 11 crimes, incluindo assassinato, tortura, estupro, escravidão sexual e uso de crianças como soldados. Seu advogado, Courtenay Griffiths, afirmou que estava no tribunal para "defender um homem que afirma ser inocente dessas acusações".

 

Taylor é um primeiro chefe de Estado africano a ser julgado por uma corte internacional. Ele deve apresentar sua sustentação oral na terça-feira, 14.

 

Presidente do Sudão

 

A Uganda declarou nesta segunda-feira que prenderá o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, se ele entrar em seu país, atendendo um mandado de prisão internacional. O ministro de relações exteriores do país, Henry Oryem Okello, fez a declaração após um encontro com o promotor chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo.

 

A afirmação de Okello é inesperada, já que líderes africanos concordaram em um encontro neste mês em rejeitar a extradição de al-Bashir. O Sudão e outros países africanos disseram que tal decisão seria um recado para o Ocidente de que ele não deveria impor suas maneiras à África. Porém, algumas fontes disseram que houve forte oposição.

 

O TPI acusou al-Bashir por crimes de guerra e crimes contra a humanidade por supostamente ter orquestrado assassinatos, torturas e estupros em Darfur.

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