Ex-presidente de Israel começa a cumprir pena na prisão

O ex-presidente de Israel, Moshe Katsav, foi conduzido à penitenciária nesta quarta-feira, onde começou a cumprir uma pena de sete anos por um caso de estupro. Katsav deixou sua casa no sul de Israel e fez a viagem de uma hora até a penitenciária de Maasiyahu, uma prisão de segurança mínima perto de Tel-Aviv. Ele é o mais alto funcionário a ocupar um cargo no governo de Israel a ser condenado por um crime e preso.

AE, Agência Estado

07 de dezembro de 2011 | 15h07

Katsav, de 66 anos, foi condenado há um ano por estuprar uma ex-funcionária quando era ministro do gabinete de governo, na década de 1990, e por ter assediado duas outras mulheres durante o período em que foi presidente, entre 2000 e 2007. Katsav, que manifestou várias vezes a própria inocência, permaneceu livre enquanto apelava da sentença.

Mesmo nesta quarta-feira, enquanto era escoltado por parentes para a prisão, Katsav manifestou mais uma vez que é inocente. "Eles estão enviando um homem inocente para a cadeia", afirmou aos jornalistas. "No meu caso, não existe nenhuma prova - apenas é palavra contra palavra", afirmou. "Você não pode julgar as pessoas baseado apenas em impressões. São necessárias provas".

"O Estado de Israel está executando hoje um homem baseado apenas em impressões, sem nenhum testemunho verdadeiro, sem nenhuma prova verdadeira", disse o ex-mandatário.

Carcereiros disseram que Katsav ficará numa ala da prisão reservada a judeus que seguem leis religiosas. "Moshe Katsav receberá o tratamento normal e terá as mesmas condições que os outros detentos", disse o ministro da Segurança Interna de Israel, Yitzhak Aharonovich.

A porta-voz do sistema penitenciário de Israel, Sivan Weizman, disse que Katsav dividirá cela com Shlomo Benizri, um ex-ministro de gabinete condenado por ter aceito subornos. Mas após cumprir um quarto da pena, se tiver bom comportamento, Katsav poderá sair em liberdade condicional.

As informações são da Associated Press.

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